CAPÍTULO 6
Erica entrou em seu camarim nervosa. Levou a mão aos cabelos, jogando-os para trás, largando seu caderno de script sobre o pequeno divã roxo localizado em um dos cantos do aposento. Caminhou até uma parede e se apoiou com as duas mãos, repousando sua cabeça sobre um dos bíceps. Fechou os olhos tentando imaginar que aquilo não havia acontecido. Ela não gozara na mão de Tom Welling. Ela não gozara na mão de Tom Welling durante a gravação de uma cena de sexo.
Olhou para uma penteadeira onde estavam seus colares e brincos e pegou a aliança, enfiando-a no dedo. Não sabia sequer como iria olhar para seu marido depois daquela noite. Como iria encará-lo, beijá-lo? Ele perguntaria como fora a cena e ela diria, “perfeita, tão real que até gozei com o toque do Tom dentro de mim”. Engoliu em seco por não saber como reagir, era uma situação totalmente inédita. A atração que sempre tivera em relação ao Tom, que soubera administrar para nada além de um flerte, de repente transformou-se em uma cena tórrida em meio à gravação mais importante do casal. Pensou em Kelly, Brian, Kevin. Será que perceberam alguma coisa? Os câmeras, será que não perceberam que ela estava reagindo a estímulos mais intensos? E ela, onde estava com a cabeça?
A distância de Tom estava ajudando Erica a colocar a cabeça no lugar e rapidamente ela trocou de roupa. Vestiu uma calça de lycra preta e uma blusa flerte, logo estaria em casa e tomaria uma longa ducha fria. Recolocou os brincos e o colar, as pulseiras e o relógio que já marcava quase 11 da noite. Agarrou sua bolsa de couro, retomando o caderno de script e saiu do camarim com pressa.
Erica mal colocou os pés no estacionamento da WB e deu de cara com Tom Welling. Usava uma bermuda longa e camiseta, carregando sua inseparável mochila preta, e estava parado ao lado do carro dela. Erica sentiu todo o seu alto-controle ir por água abaixo diante daquele reencontro. Sem saber o que dizer, apenas se aproximou do carro.
Tom a observava igualmente tenso. Não sabia como reagir depois do que havia acontecido entre eles, mas precisava encontrá-la de qualquer maneira.
- Suas chaves.. – ele disse entregando-as para Erica e ela se recordou de que havia emprestado o carro a ele. Ela pegou as chaves sem encará-lo completamente.
- Obrigada.
Erica abriu a porta do carro sob o olhar de Tom e se deu conta de que ele estava sem carro agora.
- Como vai para casa? – ela perguntou entrando no carro.
- Vou chamar um táxi – ele se afastou um pouco do carro, a fim de deixá-la ir.
Erica o fitou por um instante, certa de que iria se arrepender do que estava para dizer. Ainda assim, o disse:
- Eu posso te deixar em Kitsilano... – ela o convidou destravando a porta do lado do carona. Tom a fitou sério, sem saber o que dizer. Acabou por entrar no carro, agradecendo-a com um sorriso sem graça.
***
Erica não levou mais do que 20 minutos para chegar a Kitsilano, parando o carro em frente ao edifício onde seu companheiro de elenco estava acomodado. As ruas desertas evidenciavam o horário avançado e os dois permaneceram calados durante todo o caminho, certos de que não havia nada a ser dito. Mas a verdade é que havia, muita coisa precisava ser colocava nos eixos. Os dois só não sabiam como fazer isso.
- Bem – Erica rompeu com o silêncio, sorrindo forçadamente para Tom – está entregue...
- Obrigado... – ele disse observando-a. Devolveu o sorriso forçado, - nos vemos amanhã...
- un-hum – ela confirmou mal entreabrindo os lábios. Tirou as mãos do volante à espera de que Tom saísse do carro. Ele parou observando-a de canto de olho por alguns segundos e finalmente reagiu.
- Bom, então tchau.. – disse Tom, inclinando-se de forma natural na direção de Erica, a fim de dar-lhe um beijo de despedida.
Um se inclinou na direção do outro, encontrando-se entre os dois bancos. Tom encostou seu rosto no dela, certo de que a beijaria na bochecha. A proximidade, no entanto, mexeu tanto com ele como com ela. Tom fitou os olhos de Erica, que estavam a encará-lo, e desceu o olhar para os lábios entreabertos dela. Beijou-os num forte impulso, com voracidade e excitação. Erica respondeu prontamente, tão voraz quanto ele, pois se ele não o fizesse, ela certamente o faria. Levou a mão à cabeça dele inclinando a sua própria de modo que suas bocas praticamente se fundiram tamanha a violência com que se devoravam. Tom continuou a beijá-la enquanto suas mãos exploravam novos lugares, descendo por entre os seios de Erica e repousando em sua cintura, subindo a blusa com pressa. Erica deslizou sua mão pela camisa de Tom, puxando-a violentamente para cima. Ele atendeu prontamente e a arrancou, jogando-a para o banco de trás. Erica aproveitou o momento e arrancou sua própria blusa, jogando-a da mesma forma enquanto o ator abria o zíper de sua bermuda. Ele desceu a mão pela calça de Erica, puxando-a como dava, e Erica acabou por retirar a calça por completo, largando-a sobre o volante. Estava apenas de sutiã e calcinha, a qual Tom reconheceu como sendo a mesma que ela usava durante a cena. Ainda deveria estar úmida do momento que tiveram, e ele sorriu maliciosamente ao pensar nisso. Puxou Erica para o seu colo no banco do carona, agora sem câmeras, lençóis ou qualquer outra coisa que os impedisse de seguir adiante. Levou as mãos à abotoadura do sutiã soltando-o com extrema destreza, e chupou-os com toda a vontade que acumulara durante o set. Erica arqueou para trás, em desespero com a boca de Welling devorando-a daquele jeito. Apoiou sua mão no próprio vidro fumê do carro, até que trouxe a boca de Welling de volta para a sua, levando sua língua faminta de encontro a dele. Desceu a mão pelo peito dele, abrindo caminho por baixo da bermuda entreaberta, e acariciou o pênis ainda por cima da sunga. Tom sentiu-o endurecer pela terceira vez naquela noite, mas ao contrário de antes, tinha ânsia em libertá-lo. Erica ajeitou-se no colo de Tom e começou a acariciá-lo, mordiscando o nódulo da orelha dele, descendo a língua pela extensão do seu pescoço, até passar as unhas novamente pelo seu peito. Tom enlouquecia com as carícias de Erica, sentindo seu membro cada vez mais duro. Desceu um pouco a bermuda e a sunga no processo, colocando enfim o seu pênis ereto para fora. Erica olhou maravilhada para aquele membro forte e pulsante a poucos centímetros de sua calcinha e teve a certeza de que realmente estava no colo de um Superman.
Tom não perdeu tempo e puxou a calcinha de Erica para o lado, tocando-a da mesma forma que fizera na cena. Estava tão molhada quanto antes, mas desta vez ambos teriam a fome saciada. Pegou seu pau entre os dedos e o deslizou para dentro da vagina de Erica, fechando os olhos enquanto a sentia cada vez mais por dentro. Aquilo era maravilhoso, ele não tinha como descrever a sensação de estar dentro dela. Erica gemeu ao sentir o pênis de Tom deslizando para dentro dela e se movimentou sobre o colo dele, engolfando-o por completo. Tom estava boquiaberto com o prazer que aquele mísero ato estava lhe proporciando, e agarrou as nádegas de Erica com ambas as mãos, movendo seus quadris. Erica apenas fez o que ele queria, subindo e descendo sobre o seu pênis, ela própria boquiaberta ao ver o quão gostoso aquele homem era, ainda mais quando estava dentro dela. Erica continuou a mover-se, cada vez mais rápido, e Tom voltou a chupar os seus seios. Fazia violentamente, tamanha a fome em devorá-la, em fazê-la gozar repetidas vezes. Erica gemeu e se abraçou a tom, se apoiando com as mãos no encosto para a cabeça atrás do ator. Impôs um ritmo forte e Tom entendeu o recado, apertando as nádegas dela com as mãos e arremetendo mais e mais forte. Sentiram o carro balançar com o movimento, mas não estavam preocupados com mais nada. Erica apenas deixou-se levar pela sensação maravilhosa de ter Tom Welling devorando-a de uma forma que ela nunca pensou que aconteceria. E ele não poupou esforços ao ver que ela queria mais e mais intenso, que queria tê-lo completamente dentro dela. Ele começou a arquear o seu próprio quadril, penetrando-a de uma forma que fez Erica gemer alto, sem ter certeza se era dor ou prazer extremo o que estava sentindo, ou os dois. Olhou para Tom se perguntando como ele fizera aquilo e ele fez de novo em resposta, arqueando seu quadril enquanto empurrava os dela para ele. Erica levou seu corpo para trás, se segurando no painel em frente ao banco, e Tom manteve aquele movimento insano, levando Erica à loucura.
- Oooooh Deus! TOM! – Ela gritou entre gemidos fortes, e ele não pôde deixar de gemer também, sentindo que aquela era a coisa mais maravilhosa que já sentira na vida. Seu pênis entrando e saindo por aquele caminho úmido e quente, fazendo aquilo que ele desejara por tanto tempo. Era mágico e surreal, era alucinante!
Erica não conseguiu mais conter o prazer que a invadia e voltou com o corpo para cima de Tom, abraçando-o e gemendo ao pé do ouvido dele. Aquilo apenas estimulou-o a continuar mais e mais forte, fazendo-a subir e descer sobre ele com um ímpeto que nenhum dos dois jamais experimentara. O próprio ator apertou os lábios tentando conter o urro que lhe vinha à garganta, reflexo do que estava sentindo a cada arremetida em Erica. Ela não podia mais segurar, dando início a uma sessão de “ooohs” e “aaaaahhs” que enlouqueciam Welling. Eles estavam matando um ao outro de prazer e sentiram que o carro sairia andando a qualquer momento tamanha a combustão que emanavam. E aquela sensação de momentos atrás começou a invadir Erica novamente, desta vez com muito mais intensidade. Ela se agarrou a Welling com força total, seus cabelos indo e vindo pelo movimento de seus corpos, sabendo que aquele era o momento pelo qual esperava. Tom não estava atrás, metendo forte para que a levasse às alturas, de preferência com ele junto. Não deu outra, e Tom sentiu uma onda invadir-lhe aos poucos, mas ganhando mais e mais força a cada arremetida, a cada contração da vagina de Erica contra o seu pênis:
- Ah... Aaah... Aaaaahhh!!! – Ele gemeu sem conseguir pensar em mais nada, concentrando-se em manter as arremetidas violentas a fim de que ela o acompanhasse. Erica gemeu forte diante da forma como Tom a comia e fechou os olhos sem voz, sentindo aquela descarga de prazer apossando-se pelo seu corpo mais uma vez. A reação do corpo de Erica foi o suficiente para levar Tom ao clímax, e ele sentiu seu pau explodir dentro dela repetidas vezes, levando-o aos céus com aqueles espasmos de prazer que compunham cada célula de seu corpo. Erica sentiu o gozo de Tom dentro dela como a coroação da noite, e levou seus lábios aos dele para que sentissem um no outro as ondas de prazer remanescentes daquele grande momento. Seus corpos suados se tocaram em êxtase, e permaneceram assim por um longo tempo.
***
Tom entrou no apartamento completamente descabelado. Ascendeu a luz e retirou a camisa, largando-a sobre o sofá da sala junto a sua mochila. Olhou para o relógio na pequena mesinha do telefone, eram 00h35. Viu também que havia uma série de mensagens na secretária eletrônica, todas relacionadas ao mesmo número.
O número de sua casa em Los Angeles.
Tom derrubou a mochila no chão e se deitou no sofá, estirando-se o máximo possível. Fechou os olhos tentando pensar em qualquer coisa, mas era inevitável. Ele estava impregnado pelo seu cheiro, pelo seu gosto... E não queria sentir ou cheirar nenhuma outra coisa que não fosse ela novamente.
***
Erica abriu a porta do quarto e entrou na ponta dos dedos. Seu marido estava estirado sobre a cama, dormindo pesadamente. Já era quase uma da madruga e ele provavelmente se cansara de esperar por ela, como o fazia todas as vezes que ela tinha gravações noturnas. Erica largou sua bolsa em um pequeno sofá e seguiu para o banheiro, levando as mãos aos cabelos. Ascendeu a luz e fechou a porta devagar para não acordar o David. Ligou o chuveiro e tirou a roupa, entrando rapidamente sob o jato de água. Mergulhou de cabeça e tudo, sem se preocupar se a água estava em uma temperatura razoável. Apenas deixou-se banhar para ver se tirava de seu corpo o que também precisava tirar da sua mente:
O incontrolável desejo por Tom Welling.
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