Making-Off, Capítulo 9
terça-feira, 25 de maio de 2010CAPÍTULO 9
“Eles fizeram... Fizeram sexo, bem na nossa frente...”
Kevin, Brian e Kevin continuaram a se olhar, atônitos.
- Como eles conseguiram? Quer dizer, não houve tanto movimento assim – disse Kelly tentando imaginar a coisa toda.
- Não acho que eles chegaram a transar, mas que rolou algo, ta meio óbvio... – Brian procurou concluir a partir das imagens – Bem que eu achei aquela mão suspeita...
- Independente disso... – completou Kevin parando o vídeo – Estou contando a vocês só porque vou precisar fazer edições sérias na cena. Essa parte da Erica dizendo “pare”, sem chance de ir na versão do episódio...
- Podíamos colocar de Bloopers! – riu Brian e os outros não resistiram.
- Não, sério – comentou Kelly parando de rir – gente, isso morre aqui mesmo. Se estiver rolando algo entre eles... Ai meu Deus, nenhum comentário, pessoal, nenhum comentário.
Kevin e Brian confirmaram com a cabeça. Aquilo precisava ser enterrado ali. O que ocorrera no set da fortaleza passaria a ser o mais bem guardado segredo de produção...
***
A noite chegou rapidamente e Erica retornou ao set, assim como Tom. Os dois tinham algumas cenas para gravar e provavelmente aquilo ocuparia a noite toda. Eles, no entanto, já estavam acostumados a gravar daquela forma. As cenas pelas ruas de Metrópolis eram sempre longas, exigiam sincronia com coadjuvantes, deslocamentos de câmeras... Era sempre duro e com grandes intervalos para preparar cada tomada. Seria, portanto, uma noite como todas as outras: prolongada.
Erica e Tom estavam dispostos a fazer daquela noite apenas mais uma. Depois da conversa da manhã, precisavam voltar aos eixos com os seus sentimentos, colocando a amizade acima de qualquer desejo. Não era fácil, mas eles estavam decididos a tentar.
Erica chegou ao set para a filmagem da cena da cabine telefônica, onde ela correria para falar com o RBB, mas ele não estaria lá. Já estava vestida com a calça preta e a camiseta branca, um leve machucado na testa resultado da maquiagem para a cena. Parou a vários metros da cabine e escutou as observações de Kevin para a cena. Esperava fazer a cena em uma ou duas tomadas e então teria um break de vários minutos.
Ao longe, Tom observava a companheira de trabalho. Estava vestido em seu novo uniforme de RBB, o “S” reluzente em seu peito com a luz do luar. Encostado em um carro na parte desmontada do cenário, ele conferia os últimos detalhes de seu script e analisava os pontos da cena que faria sozinho após Erica. Mas era difícil de concentrar diante da presença dela, mesmo quando estava mergulhada em seu personagem. Aliás, ele podia admitir que estava atraído pela Erica, mas que a versão Lois Lane lhe despertava umas fantasias estranhas, especialmente depois do que ocorrera na cena da fortaleza da solidão.
- Mas que porra, Tom – ele se repreendeu em voz baixa por pensar nessas coisas. Voltou seu olhar para o roteiro e tentou esquecer que Erica estava filmando a poucos metros dali.
Kevin dera a ordem para o início das filmagens e Erica saiu correndo em direção à cabine. Agarrou o telefone achando que o RBB estava do outro lado da linha, mas ele não estava. Moveu sua Lois aflita para fora da cabine, gritando pelo herói, pedindo-lhe que confiasse nela. Sentiu-se sozinha e desorientada por não saber o que estava acontecendo. Ficou assim por um longo tempo até que Kevin deu a ordem para cortar a cena.
Tom olhou de relance ao ouvir o “corta” e o seu olhar encontrou o de Erica. Ela olhou para ele instintivamente, ao vê-lo encostado no carro. Aquilo a deixou um pouco nervosa, mas ela soube disfarçar bem. Voltou-se para o diretor como se nada tivesse mexendo com ela.
- Ótimo, Erica, mas eu queria algo mais dramático – pediu Kevin se aproximando dela – Lois está bem perdida aqui, ela está desorientada, acabou de sofrer um acidente de trem... Ela esperava por este porto seguro e ele não veio.
- Ok, mas devo guardar um pouco para quando ela souber do Clark... Acho que posso dar mais drama, mas ainda assim forçar mais na sensação de desorientação, eu não sei.
- Ok, faça isso – Kevin se afastou novamente – Vamos lá, pessoal, mais uma vez!
Erica voltou à sua posição e repetiu a cena. A repetiu seis vezes até que Kevin finalmente se deu por satisfeito. Tom continuava a dirigir um olhar ou outro para as filmagens até que viu a luz principal apagar. Aquele pedaço estava encerrado. Caminhou até o pessoal, crente de que começaria sua cena.
- Tivemos um problema com um dos geradores – informou Kevin – Vamos dar um tempo até trazerem outro do cenário do Talon... Uma hora no máximo.. E eu vou adiantar com Cassidy e Callum, certo?
Tom apenas acenou positivamente. Teria que esperar agora para fazer sua cena, não estava nos planos, mas também estava bem desperto então esperar um pouco mais seria tranqüilo. Ele e Erica trocaram um olhar e ele não resistiu.
- Podemos ensaiar nossa cena então?
Erica parou com o convite, mas o que podia dizer? Ela e Tom sempre ensaiavam as cenas quando tinham estes momentos, o fizeram inúmeras vezes. Poderia pegar estranho ela se negar de repente. E no mais, aquela era uma ótima oportunidade de reforçar a amizade dos dois. Ou ela pensara que era.
- Ok, vamos lá – Erica seguiu com Tom e sorriu para Kevin – qualquer coisa, estamos no meu trailer.
- Pode deixar – disse o diretor sem saber bem o que achar. Mas não era da sua conta, ele pensou, para logo em seguida seguir na direção do pessoal técnico.
***
Depois de alguns minutos, Erica e Tom estavam bem acomodados no camarim dela. Tom largara seu casaco preto sobre uma mesa e estava apenas com o resto do uniforme estirado em um sofá confortável. Erica estava parcialmente deitada em seu divã adorado, suas pernas encolhidas e cruzadas enquanto lia sua parte do roteiro. Os dois estudavam uma cena onde Lois e o RBB conversavam por telefone. Riam e perturbavam um ao outro com os quotes. Estavam de volta à intimidade Tomerica.
- Você não vai falar isso assim, vai? – ela implicou com bom humor – é muito gay, por favor.
- Como gay? – ele rebateu repassando as folhas – “Tenho certeza que ele voltará para você”. Achei bom dessa forma...
- Melhor do que com a voz do Smigol, você quer que eu tenha uma crise histérica durante a gravação?
- Igual aquela do telhado do DP, quando você era a Chloe? – Tom perguntou com um sorriso traquino. Era um moleque quando se tratava de provocar as companheiras de elenco – Aquela foi engraçada...
- Foi ridículo – Erica riu lembrando – Acho que nunca ri tanto ao ver sua cara de tapado naquele telhado...
Tom observou Erica enquanto ela ria. Adorava vê-la sorrindo, ou fazendo qualquer outra coisa. Sentia-se tão bem ao seu lado que esquecia do mundo. Sentia-se o próprio Clark Kent ao lado de Lois Lane.
Erica percebeu uma mudança no olhar de Tom:
- O que foi?
- Nada.. – ele respondeu observando-a e voltou-se para o seu roteiro. Lembrou-se da noite anterior, faziam exatamente 24 horas desde a cena da fortaleza, onde tudo tivera início. Como gostaria de voltar àquela cena, reviver aqueles momentos. Sentia-se excitado somente em pensar.
Erica fitou Tom e sabia que ele estava mentindo. Conhecia aquele olhar, sabia o que havia por trás dele. Mas as coisas haviam mudado entre eles, finalmente estavam voltando aos antigos eixos. Os fatos passados há 24 horas ficariam para trás eventualmente. Ela torceu por isso.
- Eu não consigo parar de pensar em ontem – Tom largou do nada, pegando Erica desprevenida e contrariando o último pensamento dela.
- Tom... – ela o encarou sem saber exatamente o que dizer – Você não está ajudando.
- Eu não quero... – ele se ergueu, sentando no sofá com os olhos sobre ela – Eu não posso apertar um botão mágico e de repente esquecer tudo o que houve entre nós.
- Houve uma noite, nada mais do que isso.
- E ainda assim foi tudo... Você mesma disse, foi maravilhoso.
- E foi... – Erica não poderia negar – Mas não foi correto.
- E é certo negar o que sentimos? – ele indagou ainda fitando-a – você se sente como eu me sinto agora?
Erica sabia que não deveria perguntar, mas foi mais forte do que ela. – E como você se sente agora?
- Eu não consigo parar de pensar em você.
Tom manteve seus olhos azuis sobre ela e Erica engoliu em seco. Deu um sorriso sem graça, imaginando como se sair daquela. Mas era tarde demais. Tom havia notado em seu olhar a resposta que queria.
- Você sente, não sente? – ele praticamente sorriu por dentro.
- Clark, Tom.. – ela chegou a se confundir tamanho o nervosismo, e se levantou do divã caminhando até a penteadeira. Havia uma mesa ao lado sobre a qual estavam um jarro de água e uma garrafa térmica com café – Eu acho que não importa como eu me sinto, continua sendo errado.
- Importa para mim – ele se levantou logo atrás dela e parou observando-a por trás – Faz toda a diferença.
Erica pegou o jarro com água e colocou no copo, um leve tremor em suas mãos denunciou para Tom que estava nervosa. Ela deu um rápido gole e colocou o copo sobre a penteadeira. Olhou pelo espelho grande à sua frente e viu Tom parado a uns dois metros atrás dela. Ele a olhava daquela forma novamente.
Tom esperou Erica dizer alguma coisa, mas ela não disse. Apenas abaixou a cabeça e não se virou novamente para ele. Tom então se aproximou dela, por trás. A fitou de cima a baixo e colou atrás dela, pousando as mãos em seus braços.
- Tom... Por favor... – Erica procurou dizer alguma coisa que o afastasse dela, mas a resposta dele foi levar uma das mãos à altura de sua nuca e mover os longos cabelos castanhos para o ombro direito dela, afundando sua boca em seu cangote.
Erica fechou os olhos, sua respiração completamente alterada pelo toque de Clark em seu braço, pela boca dele em sua pele. Tom a fitou pelo seu reflexo no espelho diante deles, deslizando a mão pelo braço dela até chegar ao pulso. Passou a mão então para a cintura dela, tocando a calça, e subindo pela camisa branca. Deslizou lentamente por dentro da blusa, primeiro sentindo seu abdômen, para então subir mais e mais, até parar a poucos centímetros da curva de seus seios. Erica abriu os olhos e encontrou o olhar dele no espelho. Ele a estava excitando e ela não tinha controle sobre aquilo. Mas ela tinha que pará-lo de alguma forma, aquilo era totalmente errado. E a porta sequer estava trancada, qualquer pessoa poderia entrar a qualquer momento e pegar os dois ali.
Tom sentiu uma rejeição momentânea na atitude de Erica. O que fez, no entanto, foi contrário a isso. Subiu a mão por dentro da blusa dela, agarrando o seu seio esquerdo e envolvendo-o completamente entre seus dedos. Sentiu o corpo dela se arrepiar com aquela investida e dirigiu sua boca para o pé do ouvido dela.
- Se você quiser que eu pare, você vai ter que me pedir para parar... – ele disse enquanto brincava com o bico do seio dela – Me manda parar..
Era o desafio a Erica. Ela fechou os olhos novamente enquanto sentia a mão de Tom acariciando-lhe o mamilo, sua outra mão indo na direção da cintura, apertando-a contra ele. Seu queijo espetava-lhe o pescoço levemente com os resquícios da barba de um dia atrás. Ele a estava enlouquecendo, ela precisava resistir. Mas como?
Tom continuou com a carícia, esperando que Erica o mandasse parar. Foi então que Erica subiu seu braço esquerdo, levando-a à altura de seu ombro. Lançou-o na direção da cabeça de Tom e ele achou que ela o afastaria, mas a mão de Erica passou direto, em direção à nuca dele. Agarrou-o pelo pescoço pressionando o rosto dele contra o cangote dela, deixando bem claro o que ela queria. Tom deu um leve sorriso ao ver que, assim como ele, ela ansiava por se entregar completamente mais uma vez.
Tom manteve sua mão acariciando o seio de Erica enquanto levou a outra mão em direção ao umbigo dela, deslizando para baixo, por dentro de suas calças. Erica gemeu ao sentir a mão dele adentrando o território de sua calcinha, indo cada vez mais longe. Esfregou-se contra ele em êxtase, sentindo o membro dele crescer nas calças e pressionar-se contra seu traseiro. Aquele era um incentivo grande e Erica virou-se de frente para Tom, beijando-o com ardor enquanto deslizava a mão pelo peito dele. O galã jogou seu corpo de modo a pressioná-la contra a penteadeira, no que Erica descia mais e mais a mão até chegar ao zíper da calça dele. Primeiro o afagou por cima da calça, ainda enquanto se beijavam, para então abrir o zip violentamente, quase arrebentando o botão da calça de herói. Clark entendeu a mensagem e a beijou ferozmente, descendo a língua pelo pé do ouvido dela, chupando-a de forma intensa e erótica. Erica afastou-se da boca dele e dirigiu sua atenção para o pênis de Tom que agora pulava para fora das calças. O segurou firme, massageando-o com sua mão delicada enquanto encarava o olhar excitado de Tom. O membro ainda não estava completamente duro e Erica decidiu dar um incentivo maior. Se agachou diante dele e levou a boca diretamente ao membro de Tom, engolfando-o o máximo possível. Welling fechou os olhos enlouquecido, achando que poderia gozar naquele exato momento tamanho o prazer em ter a boca de Erica devorando-o daquele jeito. Ela tirou a boca lentamente e o engolfou novamente, dando uma cadência sacana ao movimento. Tom apenas segurou os cabelos dela, acariciando-os como dava, sentindo suas pernas bambas com aquele oral dos deuses. Erica ainda o lambeu uma ou duas vezes, levando as mãos ao traseiro dele e descendo as calças enquanto suas unhas arranhavam o seu traseiro. Aquele foi o tiro de misericórdia para Tom. Precisava tê-la urgentemente!
Sem maiores avisos, Tom ergueu Erica novamente, virando-a de costas para ele. Erica não teve como evitar diante da força da pegada de Welling, e nem queria. Repousou as mãos sobre a penteadeira e empinou o traseiro enquanto Tom descia a calça e calcinha dela com pressa. As desceu até pouco mais da metade da coxa e levou uma mão ao bumbum dela, arrebitando para ele enquanto a outra mão segurava seu pênis lubrificado. Penetrou sua vagina com facilidade, tendo aquele caminho umedecido ainda bem fresco em sua memória. Erica primeiramente lançou-se para a frente, inclinando o traseiro ainda mais, mas acabou arqueando-se de volta ao encontro de Welling, sentindo suas costas tocando o peito dele. O ator atendeu aos anseios de Erica e levou ambas as mãos aos seios dela, apertando-os no ritmo de suas arremetidas. Desceu então um de seus braços pela barriga dela e posicionou a mão forte em seu clitóris, massageando-o ao mesmo tempo em que a penetrava por trás. Erica tentou conter o gemido que lhe veio à boca ao sentir os dedos de Tom acrescentando ainda mais prazer às metidas que já a enlouqueciam. Mais uma vez levou a mão à nuca dele se amparando como podia. Ele enterrou a cara na curva da nuca dela, descendo para o ombro, beijando-a e mordendo-a ao tempo em que entrava e saía dela, mantendo uma cadência enlouquecedora. Erica procurava o chão, mas não os sentia mais diante daquele ritmo maravilhoso, daquele membro grande e pulsante entrando e saindo dela com todo o vigor do mundo.
Tom se via igualmente ensandecido com o corpo de Erica colado ao seu e começou a arremeter ainda mais forte e rápido, pressionando-a ainda mais contra a penteadeira enquanto a observava pelo espelho. Erica o fitou da mesma forma, seus lábios entreabertos prontos para gritar de prazer com aquela transa louca que os dois estavam tendo. Tom manteve aquele ritmo por um certo tempo até que decidiu meter ainda mais forte, pronto para gozar a qualquer momento. Erica fez uma expressão de dor e prazer e ele levou sua mão à boca dela, tapando-a por garantia. Erica só poderia agradecer, ganho um gemido abafado entre os dedos de Tom, arranhando-o na nuca com as unhas, empinando-se para que ele a adentrasse ainda mais do que já estava fazendo. Tom não poderia negar mais aquele desejo e empurrou as costas de Erica para a frente, colocando-a na posição perfeita para que ele entrasse o mais fundo possível. Erica se deixou derrubar sobre a penteadeira a ponto de ter um orgasmo quando Welling agarrou-a com as duas mãos pelo quadril e lançou-se com tudo contra ela, entrando e saindo em um ritmo realmente super. Erica mordeu o punho franzinho o cenho com força, tentando desesperadamente não gritar de prazer com aquele orgasmo que a tomava por dentro, mas as investidas de Tom só pareciam levá-la a isso. Ele próprio se viu à beira da loucura e apertou os lábios, acelerando mais e mais ao sentir que estava prestes a explodir. E o fez.
- Aaaaaahh!!! – ele gemeu quase em um grito, sem conseguir se conter. Debruçou-se sobre as costas de Erica ainda nos espasmos sabendo que ela sentia o mesmo, e a abraçou ainda por trás, hiperventilando diante daquela transa incrível.
Era a resposta que ambos queriam.
***
Por: Cristina Frentzen | En: Clois, Erica Durance, Making-Off, Tom Welling, Tomerica |
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